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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Lejos de Buenos Aires II


Minha amiga Mabel acaba de me ligar de Buenos Aires, notícias de amigos, de meu apartamento portenho...algum comentário político: tudo igual.

Mas com uma novidade desagradável, a gripe suína chegou mais perto, a sobrinha está com suspeita da gripe, tomando Tamiflu e em isolamento doméstico. Não se tem certeza do diagnóstico e nem se sabe como se contaminou. As grandes incógnitas dessa gripe.

E eu sem muita vontade e disposição para viajar vou ficando em Sampa mesmo que este ano o friozinho daqui está bom pra mim.

E que fazer em Baires onde a atividade cultural está bem restrita seja porque foram cancelados eventos seja porque mesmo que não sejam cancelados as pessoas têm medo de se juntar em ambientes fechados.

E em Baires tem um agravante: no inverno todos os ambientes públicos abusam do aquecimento (calefacción) e esses equipamentos secam e viciam o ar que respiramos fazendo o papel de uma boa estufa para todo tipo de contaminação.
A coisa parece que se complica mesmo, acabo de ler em La Nación:
Dois costumes argentinos arraigados estão suspensos: compartir el mate y besitos.
Sábias palavras de uma grande figura dos palcos argentinos, Enrique Pinti:

"El espectáculo debe continuar, dicen siempre los empresarios. Esa es una frase que ellos inventaron para seguir ganando plata, pero ahora se la pueden meter en el culo. En realidad, hay que decir que el espectáculo puede continuar. Y puede continuar si todos tomamos conciencia y somos responsables para evitar que esta enfermedad se propague. Así que le decimos a la gente que no venga al teatro si está con fiebre o engripado. Entre todos nos debemos cuidar".



segunda-feira, 13 de julho de 2009

Esta semana, o mundo do jazz comemora os 50 anos do lançamento do disco Time Out, do pianista Dave Brubeck, um dos álbuns mais vendidos de toda a história do jazz.
(Estadão)


Caramba! David Brubeck foi uma das trilhas sonoras pessoais dos anos 60 e tanto...e continuo gostando e ouvindo. Pena que eu não esteja com pique para escrever algo mais elaborado.

Mas que sirva de lembrete: quem conhece procure o LP e coloque para tocar com todo amor e carinho, idem para quem tem o CD ou até mesmo uma fita cassete.
Tá certo, achei um Take Five no you tube...vamos lá.


http://www.youtube.com/watch?v=BwNrmYRiX_o&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eorkut%2Ecom%2Ebr%2FFavoriteVideos%2Easpx%3Fuid%3D3208624668898556697%26na%3D4%26nst%3D21%26nid%3DdWlkXzQ4ODA1OTMzfGZ0X3ZpZCxud18wfGFkXzEyMjkw&feature=player_embedded

domingo, 12 de julho de 2009




HORTA PAULISTANA

segunda-feira, 6 de julho de 2009

LEJOS DE BUENOS AIRES

Este ano meu inverno portenho parece que não vai acontecer.

Quando saí de Baires em fins de abril já senti um clima meio "epidêmico" com todo mundo em Ezeiza usando máscaras, do pessoal de atendimento ao pessoal de limpeza. E um monte de meios de comunicação com câmaras e repórteres trazendo à consciência que um aeroporto, porto, estação ferroviária ou rodoviária são os lugares ideais para espalhar doenças contagiosas.

E em Baires vejo um agravante para o problema: a mania de aquecer os ambientes. Além do choque térmico de sair de um lugar muito aquecido para o vento gelado nesses lugares coletivos como cinemas, teatros, centros de compras, etc todo mundo respirando esse ar viciado e aquecido que resseca narinas e olhos deve ser um ambiente muito favorável para os agentes infecciosos.

E outra coisa que torna Baires pior em julho é o monte de crianças em férias e os pais e mães desesperados para leva-los passear. É um mar de gente, turistas de outras províncias, de outras cidades, de outros países. Então está tudo pronto para espalhar a gripe...

Agora chegam as notícias aos poucos: alerta sanitário, seja lá o que for...teatros suspendem apresentações, cursos no Centro Cultural Recoleta também não acontecerão em julho, A Biblioteca Nacional que eu frequento muito também suspende atividades, o cine Gaumont onde tem o aro magnético para hipoacúsicos também fecha as portas. Farmácias exibem avisos de que não tem álcool nem máscaras para vender.
E que vou fazer em Baires se não posso ir a concertos, cinemas, museus, livrarias?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

EU E A DEPRESSÃO SAZONAL DE VERÃO


Eu e a depressão de verão>
Sampa, agosto/2004>

Texto recuperado em 2009 porque tudo o que está escrido continua válido e funcionando...estou feliz porque o friozinho de Sampa me devolveu a alegria de viver e a disposição.

Eu me vejo como uma pessoa inteligente, criativa, batalhadora, com gosto pelo estudo e pela pesquisa.
Por outro lado não consegui realizar muito nas possíveis carreiras que me fascinam: bailarina, musicista, cineasta, fotógrafa, tradutora, designer, escritora, professora, dona de sebo ou de loja de artesanato... e outras mais. Sempre dizia a meu psiquiatra de toda vida: "Existe algo em mim que me sabota".
Minha vida escolar desde o jardim da infância sofria altos e baixos; de primeira da classe passava a uma média de 35, sendo que na época a nota maior era 100.
No ginásio e colégio notas apenas regulares contrastavam com a opinião de professores que me consideravam inteligente.
Na USP consegui terminar os cursos fazendo pouquíssimos créditos por semestre.
Apesar da surdez precoce (aos 19 anos) consegui e mantive um emprego estável e relativamente bem pago. Consegui ser uma boa bancária aplicando criatividade e inteligência nesse ir e vir de números e papéis de antes do computador.
Tinha planejado para a aposentadoria um paraíso feito de pós graduação, música, artes, viagens, leitura e algum trabalho social como voluntária.
Mas a realidade me sabotou.
Com a ajuda de meu psiquiatra e agora amigo fui separando o que era doença física e o que era psicológico. TPM, menopausa, enxaqueca, fibromialgia, hipotiroidismo e outras coisas do gênero foram tratadas pelos respectivos especialistas.
Descartados esses problemas sobrou ela: A DEPRESSÃO. Várias tentativas de tratamento mais ou menos eficientes e muitas recaídas. Minha cabeça ia em mas meu corpo se recusava a acompanhar.
Como numa colagem fui juntando dados e aos poucos formando uma figura multi facetada mas objetiva: o assassino que me rondava era o calor, o verão quente e úmido que traz alegria de férias à maioria das pessoas.
Para confirmar essa percepção bastaram alguns verões insuportáveis em Buenos Aires. Eu havia escolhido essa cidade por seu inverno delicioso, geladinho e cheio de atrações culturais.
A depressão e a enxaqueca voltavam a me atacar com ferocidade e eu levava quase seis meses para me recuperar.
Tudo isso misturado a 3 cirurgias com anestesia geral e outras 3 com cirurgia local, tratamentos para fibromialgia, enxaqueca, menopausa, rinite alérgica resultando em ganho de peso, acabou com meus planos e a alegria de viver.
Todos os meus problemas de saúde pareciam pertencer à mesma familia e se não eram diretamente causados pelo verão eram despertados por ele. Ao notar que aplicações de gelo melhoravam minhas dores no corpo e enxaqueca e que o inverno portenho com temperaturas de 5 graus centígrados ou menos devolviam minha vitalidade comecei a pesquisar conexões entre calor, umidade e depressão.
Aos poucos fui achando uma possível resposta. Por incrível que pareça, vivendo num país com vastas áreas de clima quente e úmido a resposta veio dos Estados Unidos da América : especialistas em depressão sazonal de inverno começaram a receber pacientes que relatavam os sintomas de depressão sazonal mas com sinal trocado.
Não eram os dias curtos e escuros de inverno mas os dias quentes e úmidos do verão que causavam sofrimento e mal estar.
Assim o fantasma nebuloso que atacava algumas pessoas começou a ter seus contornos mais definidos: para os norte americanos trata-se de"Summer SAD" ou seja distúrbio afetivo sazonal de verão.
Com a descoberta fiquei triste e feliz. Triste pelos anos e anos de sofrimento sem explicação e feliz porque minhas suspeitas se confirmaram.
Havia algo me sabotando mas não era minha insegurança ou baixa auto estima ou mesmo preguiça...era o verão, o calor, a poluição atmosférica que enlouqueciam meu organismo, provocando um caos doloroso em minha vida, cujo nome genérico é depressão.
Como muitas áreas da medicina esta pesquisa apenas começa mas para gente como eu é um avanço tremendo. Por isso quero compartilhar textos que encontro e também quero aprender mais para melhor minha qualidade de vida e de outras pessoas com problemas semelhantes.

Se você quiser saber mais é só colocar no google: "summer sad", "summer depression" "Norman Rosenthal" (o responsável pela pesquisa sobre depressão sazonal de inverno e de verão)...
Eu mesma tenho uma enorme coleção de textos porque estudei o problema e li tudo que aparecia sobre o assunto, na verdade não há muito material sobre o tema.
E o tratamento para pessoas com esse distúrbio? Tratamento com psiquiatra, se for o caso antidepressivos e se possível mudança para lugar de clima frio ou até mesmo fazer de sua casa um ambiente mais frio com ventiladores, ar condicionado, janelas especiais, etc.
O mais importante: não se sinta culpada(a) de não gostar do verão como a maioria das pessoas.

domingo, 28 de junho de 2009

EU SOU DEFICIENTE AUDITIVA E ADORO MÚSICA, TEATRO, CINEMA E CULTURA EM GERAL!!!!

Count Basie, cópia a naquim de foto de Spitzer
Nunca imaginei que um exercício do curso de desenho fosse servir anos mais tarde para ilustrar meu desabafo. Esses músicos todos me fazem um bem danado.
Play it...

PORQUE NESTA CIDADE DE SÃO PAULO QUE SE CONSIDERA VANGUARDA CULTURAL NÃO TEM UM ÚNICO TEATRO, OU CINEMA, OU ESCOLA OU LOCAL PÚBLICO EQUIPADO COM O FAMOSO (SÓ PARA MIM EU DESCONFIO) "ARO DE INDUÇÃO MAGNÉTICA" OU "HEARING LOOP"??????????????????????????????
NINGUÉM TEM OBRIGAÇÃO DE SABER O QUE É A NÃO SER AS PESSOAS QUE NESTE PAIS OCUPAM CARGOS EM ÓRGÃOS DESTINADOS A PROMOVER A ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL.
http://www.hearingloop.org/
ou
http://www.mah.org.ar/



BASTA PERCORRER NA INTERNET OS SITES DE MUSEUS DA UNIÃO EUROPÉIA COMO O RAINHA SOFIA, O GUGGENHEIM, O POMPIDOU, E TANTOS OUTROS COMO MUITAS SALAS, CINEMAS, TEATROS DE NOSSA VIZINHA ARGENTINA PARA VER QUE ESSE EQUIPAMENTO ESTÁ DISPONÍVEL AO LADO DE LEGENDAS E INTÉRPRETES DE LÍNGUAS DE SINAIS.


ISSO SE CHAMA ACESSIBILIDADE PARA QUEM NÃO SABE E NOSSAS AUTORIDADES MUNICIPAIS ESTADUAIS E FEDERAIS DEVERIAM SABER DISSO.


O QUE FAZEM OS ASSESSORES? ONDE ANDAM AS PESSOAS QUE DÃO CONSULTORIA AO CORDE E CONADE?????


SE ATÉ MESMO PRONUNCIAMENTOS OFICIAS DE MEMBROS DO GOVERNO SÃO APRESENTADOS NA TV SEM LEGENDAS, SOMENTE COM INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS.


CANSEI DE SER TRATADA COMO SURDA DE SEGUNDA CLASSE, DE ME ACHAREM PRIVILEGIADA PORQUE POSSO OUVIR ALGUMA COISA COM MEUS APARELHOS AUDITIVOS, DE PARA ALGUNS NÃO SER NEM MESMO SURDA, SURDA DE VERDADE.


EU NÃO GOSTO DE SER SURDA, NÃO SINTO ORGULHO NEM VERGONHA, CONSIDERO ISSO UM FATO E PONTO FINAL, NÃO ME FAZ UMA PESSOA MELHOR NEM PIOR QUE AS OUTRAS. SOU DEFICIENTE SIM E LUTO PARA SUPERAR ESSA DEFICIÊNCIA COM OS RECUSOS DA MEDICINA E TECNOLOGIA.


NÃO SOU REVOLTADA, APENAS QUERO USUFRUIR DA CULTURA, EXERCER MINHA CIDADANIA.



SOCORRO MARA GABRILLI!!!!JAIRO MARQUES!!!!MARTA GIL!!!!MAQ!!!!!!!!!E TANTOS OUTROS QUE SE INTERESSAM PELA ACESSIBILIDADE DE TODOS.
POR QUE AS AUTORIDADES CULTURAIS OU EDUCACIONAIS IMAGINAM QUE PARA TODO E QUALQUER SURDO UM INTÉRPRETE DA LÍNGUA DOS SINAIS RESOLVE TODOS OS PROBLEMAS?


E PARA AS ESCOLAS, TRIBUNAIS, E VÁRIOS OUTROS LOCAIS ONDE É NECESSÁRIA A TRANSCRIÇÃO DO QUE ESTÁ SENDO DITO EXISTE O EQUIPAMENTO DE ESTENOGRAFIA QUE DEVIDAMENTE INSTALADO PODE NÃO SÓ IMPRIMIR COMO PROJETAR EM TELÃO AS LEGENDAS FEITAS.



ESTOU CANSADA DE EXPLICAR QUE NEM TODO SURDO USA LÍNGUA DE SINAIS, ALIÁS A MAIORIA DOS DEFICIENTES AUDITIVOS PODE SE BENEFICIAR COM O USO DE APARELHOS AUDITIVOS, QUE SÃO OFERECIDOS PELOS SUS.

Serviço de atenção à saúde auditiva SUS

S U S Diagnóstico, Tratamento, Reabilitação, Terapia Fonoaudiológica, Implante coclear Clicando no endereço abaixo você poderá selecionar o Estado, a Cidade em que existe prestação de serviços referentes à saúde auditiva


http://cnes.datasus.gov.br/Mod_Ind_Especialidades.asp?VEstado=00&VMun=00&VTerc=00&VServico=107&VClassificacao=00&VAmbu=&VAmbuSUS=1&VHosp=&VHospSUS=1




domingo, 14 de junho de 2009

HORTA PAULISTANA


Photos de SôRamires



Eu não sou a única agricultora de sacada em Sampa.
Tenho muitos colegas:

HORTA EM SAMPA


segunda-feira, 8 de junho de 2009

A mulher barômetro sem tempestades

Só mesmo quem tem sua vida regrada pelo barômetro e outras forças ocultas (não as do Jânio com certeza!) pode entender como uma trégua é preciosa.
Como acordar bem, com energia e sentir que o corpo pode acompanhar seus desejos, por mais simples que sejam. Tudo isso porque faz frio na terra da garoa.
Quando isso acontece, quando acordo viva tenho que tomar café, remédios e fazer tudo rapidinho: dar a cagadinha e mijadinha matinal, lavar as partes ou tomar banho, botar roupa, pentear os cabelos, colocar óculos e aparelhos auditivos e partir para esse mundão cruel e maravilhoso.
Botar os afetos em dia, telefonar, mandar e-mail ou até a máxima ousadia: fazer visitas e conversar.
De preferência andando...
Ontem consegui essa proeza, visitei a No, amiga desde os tempos do cursinho, desde as passeatas de 1968...e de brinde apareceu a Tereza amiga mais recente mas como se fosse companheira de jardim da infância.

Conversar de tudo um pouco, falar dos achaques, dos remédios, das comidas, das delícias do Mercadão, de filmes, livros, receitas, artesanato, comadres meio intelectuais meio donas de casa, solteironas...lembra até o nome daquela peça de Shakespeare que acho que nunca vi "As alegres comadres de Windsor".
Graças a uma trégua dos achaques. Asssim de simples.
E arrematei meu dia com uma caminhada pela Paulista, tomando vento frio e indo à FNAC...achei um livro sobre a Bauhaus cheio de fotos lindo e barato para um livro de arte e me dei de presente.

Nesses dias o monstro desaparece, Doctor Jeckil tranca Mr. Hide no armário e sai para viver como todo mundo...o conde Drácula abandona o sarcófago, o Monstro da Lagoa Negra nada placidamente na superfície, o Sancho toma a liderança e o que é melhor o doido Quijano obedece, se comporta e toma seus remédios deixando de ter surtos e criar problemas para os demais.



sábado, 6 de junho de 2009

A MULHER BARÔMETRO

Sou eu! Não sei porque raios de neurônios, memória genética, RH negativo ou outras causas secretas sou tremendamente sensível às mudanças atmosféricas. Baixa pressão atmósféria, eletricidade no ar, tempestades...me afetam e me derrubam assim como um belo vento frio me desperta para a vida.

O calor me transforma (como diz fernando pessoa num poema: eu que não tenho tido paciência para tomar banho...e nem pentear os cabelos) em feia adormecida sem príncipe, a fibromialgia me impede de dar os passeios a pé que tanto gosto...e uma vontade infinita de dormir, e o pior dormir sem descansar como se eu tivesse o cansaço ancestral acumulado.
O dr. Oliver Sacks ia adorar me conhecer e observar meus sintomas...muitos deles já descritos em Enxaqueca.

Quando acordo com sono, cansada, vontade de chorar sem motivo, uma fome arrasadora de pão e carboidrado já sei que ELA vem aí...e o pior é que vem por etapas, num dia eu tenho essa fome gigantesca( pareço um poço sem fundo querendo devorar pedras e tijolos) e sonolência, depois vem a vontade de chorar não sei porque, num outro dia vem o vômito...caramba! Não consigo combinar um programa, um passeio, uma visita porque nunca sei como vou estar no dia marcado. E não me venham com explicações falsamente psicológicas dessas de revistinhas femininas...Eu quero sair, eu quero encontrar pessoas, eu quero me comunicar enfim eu quero viver mas meu corpanzil não me acompanha, sabota meus desejos de viver.
Quando não é tudo isso é tudo aquilo da rinite alérgica...as águas escorrendo pelo nariz e olhos,
lábios partidos, tosse seca, nariz e ouvidos tapados (para quem já é surda piora uma barbaridade).
Descobri que existe uma rara forma de "depressão sazonal de verão" com poucas pessoas premiadas com ela ao redor do mundo...meus neurônios gostam de coisas raras então eu tenho a tal depressão reversa...quando todos saem para o mar, para o sol eu quero entrar numa câmara frigorífica. Vivo enclausurada em ambientes com ar condicionado e se saio nas horas mais quentes tenho medo de desmaiar na rua. O sol me "ataca" como diz uma sofredora do mesmo mal numa reportagem do NY Times. Pelos menos sei que não estou inventando moda, a coisa existe e eu tenho...deve evitar ambientes quentes e fechados, sair nas horas de sol forte, evitar luz e claridade, e dobrar a dose habitual de fluexetina que tem sido meu apoio químicos nos últimos anos...
O pior é quando dizem você se entrega...saia, passeie, converse com as pessoas, tudo isso justamente quando você tem vontade de se meter muna caverna geladinha e hibernar no verão.
Todo mundo aceita que alguns não gostem de comer carne ou tomar leite, não bebam ou bebam um pouco além da conta...mas parece que há uma conspíração contra os que sofrem de depressão no verão que é segundo a grande maioria a estação do sol e da alegria...quando para os sofredores de "summer sad" (disturbio afetivo sazonal de verão em inglês, SAD é uma sigla e não a palavra TRISTE atenção tradutores automáticos).
Tanto cansei de explicar as minhas singularidades que desisti, passo por chata, egoista, fria, antisocial ou o que queiram e só discuto esses assuntos compessoas muito MUITO amigas e com meu psiquiatra.
Ou coloco no meu blog que virou meu caderno de anotações pessoais, é mais fácil ter esse caderno virtual porque não ocupa espaço físico.
ONTEM EU TIVE MUITA FOME, HOJE TIVE MUITO SONO...ELA VEM AI!!!! SOCORRO!!!
OUTRA HORA REVISO OS ERROS...AGORA VOU VER SE POSSO ME ESCONDER...