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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Papel e papelão reciclados & Papier Mâché


Papel artesanal ou reciclado com sementes: a gente planta com papel e tudo...molha todos os dias e brotam!

Para incorporar sementes eu pego a folha de papel reciclado já seca, molho e dobro ao meio com recheio de sementes, como um pastel recheado mas não muitas sementes. Estas devem estar bem separadas e não amontoadas.
Coloco para secar sobre um pedaço de tecido, outro tecido por cima e algo pesado para prensar. No dia seguinte a folha está seca e as sementes incorporadas ao papel.

Para sementes de flores que são mais leves e finas a gente pode misturar na massa do papel diretamente.

Papel com sementes de flores ou temperos pode ser usado para convites, recados, etc. depois de usado é só jogar na terra e regar.












Folhas moldadas e secas na peneira (ver receita simplificada)


Páginas sobre reciclagem de papel:

http://www.recicloteca.org.br/Default.asp?Editoria=7&SubEditoria=24

http://www.fazfacil.com.br/artesanato/papel8.html

Páginas sobre papier mâché:

http://www.fazfacil.com.br/artesanato/papel.html

Fotos de SôRamires - alguns trabalhos.


Porta lápis - papelão revestido de folhas de papel reciclado -






Mesinha feita com caixas de papelão e revestida com folhas de papel reciclado feito a partir de rolos internos de papel toalha e papel higiênico, por isso ja sairam com cor marrom, sem necessidade de tingir. Acabamento encerado (cera incolor).

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Minha receita de papel reciclado bem simplificada, em lugar de prensar eu deixo secar diretamente na peneira que uso para moldar a folha.


Eu faço em pequenas quantidades, coloco de molho o papel picado com as mãos (não cortar com tesoura porque estraga as fibras de celulose), deixo uma ou duas noites na água depois bato no liquidificador um punhado de cada vez para não engasgar o liquidificador e vou colocando essa polpa numa bacia.



Para formar as folhas precisamos de peneiras de plástico dessas de 1,99 e geralmente são redondas ou também pode usar uma moldura velha de fotografia, grampear tela plástica tipo peneira.



Mergulho a peneira nessa sopa de papel batido com água, levanto a peneira bem plana e deixo escorrer a água sem mover a peneira,dá para ver no olhômetro se a folha ficar muito grossa é que falta água na sopa, se ficar muito fina é que falta papel.


Isso a gente vai pegando na prática.



Vou colocando as peneiras sobre folhas de jornal para absorver a água ou sobre panos...os panos a gente pode ir torcendo na medida que ficam molhados então são mais práticos que folhas de jornal.


Se deixar secar assim, dentro da peneira no dia seguinte a gente vai soltando devagar e a folha de papel está pronta.

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Vale a pena procurar receitas e variações na maneira de preparar as folhas de papel reciclado.

Os procedimentos mais tradicionais pedem molduras duplas (uma vazada e a outra com tela plástica), colocar sobre pedaços de tecido, empilhar e depois usar algo pesado para prensar antes de secar. Outros secam o papel aderido ao tecido e pendurado, também se pode colocar o papel molhado sobre vidro...

Uma vez adquirida a técnica básica vai por conta da curiosidade de cada um pesquisar e testar novas maneiras de fazer.








Papel semente para plantar



Para incorporar sementes eu pego a folha seca, molho dobro ao meio com recheio de sementes, como um pastel recheado mas não muitas sementes. Estas devem estar bem separadas e não amontoadas.Para sementes de flores que são mais leves e finas a gente pode misturar na massa do papel diretamente.



Podem ser misturadas também folhas pequenas, chá preto já usado, pétalas, etc para efeito decorativo.Como esta receita é para colocar sementes é melhor não tingir o papel ou tingir com colorantes naturais como beterraba, urucum, chá, café, etc...




Papel colorido


Para outros usos podemos tingir a polpa com anilina de tubinho para tecidos e obter já as folhas coloridas.

domingo, 2 de maio de 2010

Música das esferas...

Trocando ideias no blog da Lak sobre audição, música, neurônios, ouvido biônico e outros assuntos referentes à surdez, implantes cocleares e aparelhos auditivos...

http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2010/04/30/relatorio-semanal/


...acabei lembrando das minhas aulas de história da música, da importância fundamental da música em minha vida e saí pelo Google afora buscando textos e informações importantes sobre música, relações matemáticas, harmonia, etc.

http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/modules/debaser/singlefile.php?id=9559


E falando de música das eesferas lembrei que quando me sinto mal, fora de foco também me sínto oblíqua, torta, enviezada. O contrário de estar me sentido harmoniosa, redonda, rolando com facilidade. Os ângulos me lembram raios, até os raios da aura da enxaqueca...o tempo quando arma uma tempestade me faz um mal danado, tem alguma coisa no ar que me belisca, que me cutuca...o calor também gera uma opressão que aparece claramente retratada no "O grito" de Munch. Alguns dizem que são íons positivos no ar que despertam essa loucura em gente sensível ou melhor meteorosinsível...tem trabalhos científicos que acham que o suicídio e violência tem a ver com excesso de calor...
e vamos ao cinema:
Dia de cão - em inglês dog days - quer dizer exatamente dias de calor opressivo, dias caniculares, em que a constelação Cão (fica a úvida se é o Maior ou Menor) está reinando nos ceus do hemisfério Norte. Então num dia de cão, o calor enlouquece, irrita, toerna a vida literalmente infernal.
O Gabinete do Dr. Caligari: tudo anguloso, inclinado, distorcido...do chão às casas, passarelas tortas e muito delírio...quem é o louco? Nessa labirinto parece que somos todos meio angulosos, oblíquos.
Enfim estou rascunhando para não esquecer a relação confiltiva que tem para mim a ESFERA e os ÂNGULOS...será porque eu gostava de matemática e tive uma péssima professora que me deixou engasgada nas equações de segundo grau? Que me deixou sem entender como extair uma raiz quadrada?
Estou curiosa para ler os próximos capítulos.


A música das esferas, artigo de Marcelo Gleiser
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=14985


A música fala diretamente ao inconsciente, criando ressonâncias emotivas que são únicas. É bem verdade que um poema ou um quadro também afetam pessoas de modo diferente. Mas a mensagem é mais concreta, mais direta. Existe algo de imponderável na música, um apelo primordial, algo que antecede palavras ou imagensMarcelo Gleiser é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro 'O Fim da Terra e do Céu'. Artigo publicado na 'Folha de SP':A música, dentre as artes, é a mais misteriosa. Como podem os sons invocar emoções tão fortes, alegrias e tristezas, lembranças de momentos especiais ou dolorosos, paixões passadas e esperanças futuras, patriotismo, ódio, ternura? Quando se pensa que sons nada mais são que vibrações que se propagam pelo ar, o mistério aumenta ainda mais.A física explica como ondas sonoras se comportam, suas frequências e amplitudes. A biologia e as ciências cognitivas explicam como o aparelho auditivo transforma essas vibrações em impulsos elétricos que são propagados ao longo de nervos para os locais apropriados do cérebro.Mas daí até entender por que um adágio faz uma pessoa chorar, enquanto outra fica indiferente ou até acha aquilo chato, o pulo é enorme.A música fala diretamente ao inconsciente, criando ressonâncias emotivas que são únicas. É bem verdade que um poema ou um quadro também afetam pessoas de modo diferente. Mas a mensagem é mais concreta, mais direta. Existe algo de imponderável na música, um apelo primordial, algo que antecede palavras ou imagens.Não é por acaso que a música teve, desde o início da história, um papel tão fundamental nos rituais. Ritmos evocam transes em que o eu é anulado em nome de algo muito mais amplo. Quando um grupo de pessoas escuta o mesmo ritmo, as separações entre elas deixam de existir, e um sentimento de união se faz presente. Mais explicitamente, todo mundo gosta de sambar com uma boa batucada. E todos no mesmo ritmo, ou seja, indivíduos se unificam por meio da dança. A dança dá realidade espacial à música, tornando-a concreta.A música foi o primeiro veículo de transcendência do homem. Daí sua presença tão fundamental nas várias religiões. E ela foi, também, a primeira porta para a ciência. Tudo começou em torno de 520 a.C., quando o filósofo grego Pitágoras, vivendo na época no sul da Itália, descobriu uma relação matemática entre som e harmonia. Ele mostrou que os sons que chamamos de harmônicos, prazerosos, obedecem a uma relação matemática simples.Usando uma lira, uma espécie de harpa antiga, ele mostrou que o tom de uma corda, quando soada na metade de seu comprimento, é uma oitava acima do som da corda livre, portanto satisfazendo uma razão de 1:2. Quando a corda é soada em 2:3 de seu comprimento, o som é uma quinta mais alto; em 3:4, uma quarta mais alto.Com isso, Pitágoras construiu uma escala musical baseada em razões simples entre os números inteiros. Como essa escala era de caráter tonal, os pitagóricos associaram o que é harmônico com o que obedece a relações simples entre os números inteiros.E foi aqui que eles deram o grande pulo: não só a música que ouvimos, mas todas as harmonias e proporções geométricas que existem na natureza podem ser descritas por relações simples entre números inteiros. Afinal, formas podem ser aproximadas por triângulos, quadrados, esferas etc., e essas figuras podem ser descritas por números.Portanto, do mesmo modo que a corda da lira gera música harmônica para determinadas razões de seu comprimento, os padrões geométricos do mundo também geram as suas melodias: a música se torna expressão da harmonia da natureza, e a matemática, a linguagem com que essa harmonia é expressa. Som, forma e número são unificados no conceito de harmonia.Pitágoras não deixou as suas harmonias apenas na Terra. Ele as lançou para os céus, para as esferas celestes. Embora os detalhes tenham se perdido para sempre, segundo a lenda apenas o mestre podia ouvir a música das esferas.Na época, ainda se acreditava que a Terra era o centro do cosmo. Os planetas eram transportados através dos céus grudados nas esferas celestes. Se as distâncias entre essas esferas obedeciam a certas razões, elas também gerariam música ao girar pelos céus, a música das esferas. Pitágoras e seus sucessores não só estabeleceram a essência matemática da natureza como levaram essa essência além da Terra, unificando o homem com o restante do cosmo por meio da música como veículo de transcendência.(Folha de SP, 14/12)



Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC©2002Todos os direitos reservados

João Gilberto me faz um bem danado...
ouvir João faz com que eu entre em foco, flutue, me embale.
até tentei compor uma música e letra que me expliquem isso que sinto:

João é aquela rede onde eu embalo o meu medo,
me perco nessa imensa mansidão.
Notas destiladas, redondinhas e precisas,
Ondas de mar doce que aclamam que acalentam.
Nesse mesmo reino reina o som.
Vem devagarinho e da o tom.
João nasceu pra todos e quem quer aproveitar
é só abrir a porta e deixar entrar...
Onda transparente onde
o coração pensa e
a mente sente.

Reconheço que não é mesmo nenhuma "obra" genial mas deixo aqui registrada em função do poder que eu sinto que emana dessa música, desse violão, dessa maneira de interpretar...nem precisa letra, só esse murmúrio doce, profundo que me conecta com uma dimensão benfazeja.

Da mesma maneira em que ouvia a voz de Billie num disco velho:

No microssulco
Billie destila cascatas rascantes
on the rocks

São coisas que alguns músicos transmitem e a gente capta mesmo sem querer ou sem saber porque:
Jobim e Piazzolla me cutucam a alma.
O maracatu do Recife repercute nas minhas entranhas, me arrepio só de lembrar.





segunda-feira, 12 de abril de 2010

Brinquedos e infância


Comprei um pião colorido desses que giram e fazem um barulhinho, lembro que no meu tempo de criança era um brinquedo comum (década de 50 do século XX).
Agora que vou ser tia-avó do Gabriel resolvi comprar um e achei também um sapinho de madeira com rodinhas para puxar. Ao comentar do pião com meu psiquiatra ouvi a seguinte resposta:
"Eu comprei para meus três netos"...entonces eu não poderia ter um psiquiatra diferente ?

Enquanto decido se compro também um pião para mim (eu já me dei de presente uma caixa de bloquinhos de construção) estava lembrando dos meus brinquedos e surpresa: não lembro o nome da minha boneca. Lembro que era de louça, da Estrela (ou imitação? Naquele tempo acho que não tinha pirataria descarada) ficou careca e eu fiz tranças de meias de nylon e uma touquinha de crochê, também fiz um vestido de baile com restos de renda francesa do vestido de formatura da Dalva, mas nada de lembrar o nome da coitada. Também sofreu uma cesariana pintada na barriga com esmalte de unhas vermelho porque ouvi que tinham aberto a barriga da mãe de uma amiga para o bebe nascer.
Mas essa boneca de tranças recicladas, vestido de renda e cesariana ficou sem nome da minha memória...o boneco, um bebê de plástico rígido, chamava Roberto que era nome da moda, de galã de novela da Rádio São Paulo.
Esse bebê foi meu consolo quando caiu um avião perto de casa, um teco-teco que nunca mais esqueci porque estava na rua e escutei o motor falhando. Achei que o piloto estava brincando e comentei "é ele fica brincando e qualquer hora o avião cai" e para minha tristeza, medo e culpa o avião caiu mesmo.
Eu abraçada com o bebê que era menino mas usava um vestidinho azul de menina me escondi no quarto, cobri a cabeça com o travesseiro...quando passou um avião maior sobre o local do desastre e consequentemente sobre nossa casa eu não queria ouvir o barulho do motor...e sempre me pergunto será que ficar surda anos mais tarde tem relação com esse meu desejo de não ouvir o som dos aviões? Eu teria uns 6 anos.
Mas minha boneca sem nome me atormenta a memória e não tenho mais para quem perguntar. E lembro até o nome de uma amiga imaginária, chamava Ania (não Aninha), lembro de estar conversando com ela no fundo do quintal com um pé de patim de rodinha (o outro sumiu) e eu mentia descaradamente inventando peripécias de patinação que eu nunca tinha realizado. Os patins eram do meu pai ou da minha irmã, eu nunca usei.
Mas a minha boneca de louça sem nome...continua sem nome na minha memória. Chego a pensar que teria vários nomes segundo meu estado de espírito ou a moda do momento.
Meu cachorro Bobi Segundo também atendia por vários nomes, o Bobi primeiro morreu e eu fiquei meses esperando que o Bobi voltasse porque achava que estava internado no Hospital São Paulo, onde meu avô José tinha sido operado. O Bobi segundo era el niño se se comportava bem e el perro se fazia arte como comer panos de prato, sapatos. Esses eram os nome que minha mãe dava, para mim era TITI, Mumu, Paco. Para meu pai que havia ido à Argentina jogar bocha ele virou PIBE (como chamam também o Maradona)
Mas essa boneca continua sem nome.

Mas agora num flashback veio o nome Sílvia (meu pai era Sílvio) é bem possível que tenha sido Sílvia e eu tenha me esquecido justamente por ser tão óbvio.

sábado, 20 de março de 2010

Lista dos aprovados em Ciências Sociais - USP - vestibular de 1967 - Calouros de 1968 na Maria Antônia

Eu e a Mariza no dia do exame de Francês para o vestibular de Ciências Sociais...enquanto fazíamos hora para a prova, apareceu um turista francês chamado Benoît, aproveitamos para treinar o francês e pedi para que ele fizesse esta foto.
Ocupação da Faculdade de Filosofia...Rua Maria Antônia - Foto Revista Realidade (eu e a Celi usando um tabuleiro de xadrez sem saber jogar, acho que jogávamos damas ou um joguinho da época chamado "viet"...

Esta página da FOLHA DE S. PAULO DE 21/02/68 trazia a primeira lista de aprovados por ordem de classificação
Posteriomente sairam mais listas com os chamados "excedentes" alunos que receberam a nota necessária para aprovação mas que ultrapassavam o número de vagas oferecidas em cada curso.


Vou ser boazinha e copiar os nomes da folha de jornal.


Quem sabe a gente reencontra colegas desses tempos...






Foi um vestibular conjunto para Ciências Sociais, Geografia e História, tinha aquele esquema de primeira opção, etc... Eram 1.712 candidatos para 420 vagas nos 3 cursos.




Na classificação, após o preenchimento das 100 vagas de Ciências Sociais, os candidatos eram destinados de acordo com a segunda opção: História ou Geografia.










Ciências Sociais - Período diurno








1) LEONILDE SERVOLO DE MEDEIROS


2) MARIA CRISTINA GODOY


3) MARIA CECÍLIA MORAES SIMONETTI


4) LEONEL ITAUSSU ALMEIDA MELLO


5) JOÃO LUIZ GONZAGA PEÇANHA


6) EDUARDO PIRAGIBE GRAEFF


7) OTAVIO DE ABREU SAMPAIO FILHO


8) SUELY BELINHA ROLNIK


9) PAULO DE TARSO GIANINNI


10) MARILIA FONTANA


11) REGINA CELIA SOUZA MARQUES


12) MARCO AURELIO PEREIRA LIMA


13) REGINA STELLA BARCELOS MACHADO


14) ELISA MARIA NAZARIAN


15) MARINA KEIKO TOKUMARU


16) JORGE BONFI RETI


17) HELOISA SANDOVAL GREGORI


18) MARIA ADELAIDE DE ALMEIDA S. DO AMARAL


19) MARIA HELENA ROCHA ANTUINASSI


20) CORNELIS HENRICUS SCHEFFERS


21) RICARDO DE AZEVEDO


22) MARIZA SAENZ LEME (Estudamos juntas)


23) LIBERTAD MONTALVÃO SANCHEZ (estudamos juntas)

24) PAULO DE FREITAS PEREIRA LIMA


25) EVELYN STRUMPF (lembro do nome)


26) FRANCISCO LUIZ SALLES GONÇALVES


27) VERA REGINA DE MAGALHÃES MASTER


28) ISAAC DAYAN LANIADO


29) ENEIDA MARIA DE BARROS RAMOS


30) CARLOS ROBERTO ANAIA


31) ADELSON PAES MANSO


32) STEFANO HAYPEK


33) EMY NISHIO


34) LINO ERNESTO DE ALMEIDA


35) GILBERTO FELISBERTO VASCONCELOS


36) OLGA ELISA CASTILLO MODESTO


37) MARISTELA JARDIM GAUDIO


38) OLGA TIZUKO KAN


39) JOSÉ DERVIL MANTOVANI (PARAGUAÇU - conheci no Cursinho Vestibular Santa Inês)


40) REGINA MARIA PEREIRA SAMPAIO


41) JOAQUIM CARLOS BIANGULI DE FARIA


42) EVERALDO CEZAR PEIXE MOURÃO


43) DEUSELI DO CARMO PORFÍRIO


44) MADALENA PEDROSO


45) CREUSA MARIA QUIRINO FERREIRA


46) SANDRA MARIA DE SÁ BRITO MACIEL


47) GILA EITELBERG (lembro do nome - fizemos algum curso juntas)


48) IARA MARIA DE ALMEIDA


49) PAULO ROBERTO MONDIN GOMIDE


50) FLAVIA MARIA LEMOS FERNANDES










CIÊNCIAS SOCIAIS - PERÍODO NOTURNO










1) SILVANA FINZI FOÁ


2) EDNA MARIA VIEIRA DE CARVALHO


3) CARLOS EDUARDO BINDI


4) MARCOS PENNA SATTANINI DE ARRUDA


5) RUTHY NADIA LANIADO (lembro do nome, fizemos algum curso na mesma classe)


6) SIRLENE BENDAZZOLI (lembro do nome)


7) HILDA LIBERMAN


8) MARIA SILVIA DA CONCEIÇÃO PASSOS (lembro da Sílvia, acho que foi ela a autora de um "diálogo" entre Marx e Durkheim para o curso do Gabriel Cohn)

9) PAULO DE ALMEIDA (um amigão querido, um humor fino, me apresentou os quadrinhos americanos tipo MAD ...)


10) JOSÉ LUIZ ARAUJO SILVA


11) WALDEMAR LUIZ KUNSCH


12) MARIA CARMELA BUONFIGLIO


13) THOMAZ VEIGA GOING


14) WANDA DA CUNHA FERNANDES


15) DINO DOS SANTOS DE CASTRO


16) RENE LOUIS EUGENE BEZIAN


17) ALVARO FERNANDES RIBEIRO NETO


18) SONIA MARIA RAMIRES DE ALMEIDA (EU)


NOTAS DO VESTIBULAR:

HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO 8,50

HISTÓRIA DO BRASIL 6,50 (FUI ALUNA DO BUENO: nome, asterisco local, data...)


PORTUGUÊS 6,OO (DEVO TER FUGIDO DAS AULAS da Dona Berta no AG)


FRANCÊS 8,80 ( Dona Ruth AG, Dona Carmen Curso Vest.Santa Inês)


TAMBÉM FUI APROVADA PARA LETRAS ORIENTAIS - RUSSO (CURSEI APENAS 1 ano...) Em 1968 essas coisas aconteciam...e nesse curso conheci o Mozailde Pinho de Menezes que me apresentou o Trio Elétrico e o Carnaval de Salvador.


19) GUITA GRIN (lembro só do nome...)


20) MARIA LUCIA WEFFORT


21) ROSA PIZZUTO (italianinha, estudamos juntas em alguns cursos)


22) MARIA LUIZA DE MARCO LEAL


23) MATEUS COSENTINO


24) LUCILIA MARIA VICENTE RAMOS DA SILVA


25) LAERTE FERNANDES


26) ANA MARIA TONUCCI SANCHES


27) MARIA EDITH DE OLIVEIRA


28) ADELINA DESIDERIO


29) JOSÉ WILSON LESSA SABBAG


30) JOSÉ ROBERTO DA SILVA


31) MARIA DILMA FRANCO FERREIRA (lembro do nome)


32) LUIZ ANTONIO FERRARO


33) ANTONIO DE GOUVEIA JUNIOR


34) DANIEL MESSIAS DE ARAUJO MELLO


35) TULIO YASSUHISSA KAWATA


36) ANTONIO MENDES DE ALMEIDA JUNIOR (PAXÁ, irmão do Joca, amigo do Sérgiosta, tocava violão no boteco apelidad0 de Quitanda e mais tarde ficou Bar Sem Nome)


37) ANTONIO RICARDO MICHELOTO


38) ROSA MARIA FISCHER (lembro do nome, fizemos algum curso juntas)


39) VALTER LUIZ COSENZA (lembro do nome, fizemos algum curso juntos)


40) REGINA DE ARAUJO CARDILLO (lembro bem do bom humor da Regina, também fizemos alguns trabalhos juntas).


41) SERGIO SISTER (querido amigo...também fizemos trabalhos juntos)


42) CARLOS ALBERTO FOZ DE LACERDA


43) LUIZ CARLOS BEDRAN


44) MARIA EUNICE DE ALMEIDA


45) EDEMAR BORGES


46) FLAVIO DAVID LEITE


47) VOLIA REGINA LIMA COSTA (lembro do nome e da cara, acho que estivemos em algum grupo de trabalho)


48) JOSÉ JAIME DE OLIVEIRA


49) JENI ROSA (lembro da Jeni, a gente conversando na Maria Antônia)


50) PAULO ROBERTO CAMPANARIO (se não me engano além de Ciências Sociais estudava Física )


51 ou 52 - Norma Pinto de Carvalho (deve ter sido incluída na segunda lista assim como outros amigos e amigas, minha amigona até hoje), assim como a Mariza. Tem também a Marilda Silva Costa com quem fiz muitos trabalhos mas acho que ela é da turma de 1969. Aos poucos vou lembrando nomes e caras desses tempos tão divertidos.

Como tranquei matrícula algumas vezes acabei ficando uns 10 anos para terminar o curso, por isso conheci e estudei com gente de outros vestibulares.


Em 1968, por conta da ocupação, invasão e fechamento da Faculdade na Maria Antonia tranquei matrícula porque praticamente não tivemos aula e eu queria estudar de verdade e não simplesmente passar de ano.


Jantar no Grêmio ou no Cientista onde se costumava dividir pratos feitos.


Um grupo de malucos autodenomidado FUELE "Frente Unida Estudantil Libidinoetílica" nem tão libidinosa e nem tão etílica mas a gente se achava o máximo!

sábado, 13 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

Johnny Alf - Um músico de primeira.

Um músico de primeira.
Só ouvindo mesmo.

http://www.youtube.com/watch?v=IbqiriaT7JE

http://www.youtube.com/watch?v=stRTgRT2NKY&feature=related
e mais um monte de vídeos no youtube...


http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,morre-johnny-alf--um-pioneiro-da-bossa-nova-,519616,0.htm

http://int.limao.com.br/eldorado/audios!getPlayerAudio.action?destaque.idGuidSelect=B04097EFBFDC4BF481747B6530E81ED3

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,filmes-musicais-norte-americanos-inspiraram-johnny-alf,519887,0.htm

RUY CASTRO

Rapaz de bem

RIO DE JANEIRO - Em dezembro, Leny Andrade e Alayde Costa fizeram um show em homenagem a Johnny Alf no teatro Ginástico. Foram duas horas de amor, em que Leny e Alayde falaram de Johnny e cantaram seus clássicos e canções obscuras. Todos sabiam que sua saúde estava por um fio, mas não se pronunciou a palavra morte.Não era necessário. Ali se tratava de celebrar a música, a beleza, o talento, a vida. Fazia-se por Johnny Alf o que deveria ter sido feito com frequência e em todos os anos: promover recitais, concertos e canjas com seus sambas - "Ilusão à Toa", "Rapaz de Bem", "Céu e Mar", "O Que é Amar", "Disa", "Fim de Semana em Eldorado", "Nós", "Eu e a Brisa" e muitos outros.Mas não aconteceu assim, e Johnny morreu sem a consagração que bafejou em vida vários de seus contemporâneos, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Baden Powell. Duas opiniões meio correntes acham que isso se deu por "racismo" (Johnny era negro) ou por Johnny ter trocado o Rio por São Paulo nos anos 50, antes da explosão da bossa nova (que ele ajudara a construir).Será? Dolores Duran, o saxofonista Paulo Moura, Jorge Ben, Gilberto Gil e o próprio Baden não eram arianos, e isso não os impediu de vencer na bossa nova. E quem também saiu do Rio antes de o movimento explodir foi João Donato. Que se mudou até para mais longe: Los Angeles, onde ficou 13 anos. Pois Donato voltou em 1972, reassumiu sua cátedra e hoje é maior do que nunca.Johnny não se sentia com uma cátedra a retomar. Por modéstia, dispensava tudo o que lhe ofereciam. Nas entrevistas, falava mais de suas admirações (Tom, entre elas) do que de si próprio. Não pedia nada para si. Era completo com sua arte. Quem fracassou fomos nós, que não soubemos dizer ao mundo o artista que tínhamos à mão.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A herança de José Mindlin

A herança de José Mindlin
Recebemos todos uma herança inestimável de José Mindlin: a biblioteca. Como é bonito compartilhar o conhecimento e a paixão pelos livros.Obrigada!

http://www.brasiliana.usp.br/

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,o-guardiao-da-biblioteca-de-mindlin,569202,0.htm

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Década de 60:Absolutely Fabulous!!!!!!

Conversando com meu psiquiatra, sobre a culpa de ter depressão cheguei à conclusão que os anos 60 encheram nossas cabeças de um pseudo orientalismo que teve seus frutos nem sempre positivos...

Umas histórias do tipo querer é poder, a mente comanda o corpo, as doenças são karma, nas vidas passadas, etc e tal.

Isso impregnou de tal modo a sociedade que gente morreu por abandonar os tratamentos médicos para tomar chazinhos e quando voltou a procurar ajuda medica já era tarde.

Não quero falar mal de crenças e religiões mas pensar que tudo depende da mente, da fé, dos milagres é jogar muita responsabilidade nos outros quer sejam, anjos, santos etc

Tem uma série de Tv (BBC) Absolutelly Fabulous onde duas loucas, sobreviventes dos anos 60 trafegam nesse misticismo de boutique e nos fazem morrer de rir.
O nascimento de Patty:
http://www.youtube.com/watch?v=YItWrMCAFjo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Avatar ou Rambo com rabo

Fui assistir porque minha amiga queria ir, então fui sabendo que não ia gostar, mais para conferir.
E de fato não gostei.

O efeito 3D é enjoativo, chato, repetitivo e nada acrescenta à história...e que historinha chata, já contada tantas vezes, desdobrando-se em batalhas, combates em ritmo de vídeogame.

Mas não gostei mesmo do espírito bélico...parece que tudo que precisamos são armas e soldados bem treinados, até para salvar um suposto lugar em que as pessoas vivem em equilíbrio com mamãe natureza.

E a mensagem inclusiva, politicamente correta, representada pelo cadeirante transformado em herói salvador também é falsa porque o cadeirante ao se transformar em um ser semelhante aos habitantes de PANDORA deixa de ter problemas nas pernas.
Bem no estilo dos mitos colonizadores, o herói que vem de fora para salvar os pobres primitivos.

Deve ser a má consciência pelas guerras todas em que os americanos invadem territórios, jogam bombas atômicas,napalm, torturam prisioneiros, fazem coreografias aéreas com os helicópteros. Já vi esse filme antes. Horror, oh o horror que atinge heart and minds.

Aparentemente existem vilões (indústria e exército) e gente do bem (a cientista, o cadeirante) entre os invasores.

E os invadidos são do tipo "bom selvagem", ostentando uma cor diferente - azul para variar um pouco...(já foram peles vermelhas, amarelos, árabes de barbas negras e turbantes, negros etc) um rabo não poderia faltar mais as orelhas pontudas compondo um visual de bicho e demônio com coração vegetal.


E o lugar se chama Pandora...sendo que a caixa de horrores desta vez não é a de Pandora porque quem desencadeia os males são os que chegam de fora.

Mas os redentores também chegam de fora o que prova que os naturais do lugar são mesmo muito débeis e só poderão ser salvos com um agente transformador que se mimetiza, adquire rabo mas não perde a destreza militar em que foi treinado e mantém até mesmo a alma de cowboy ao domar esses aeroplanos animalescos.

Ou seja o poder bélico vence sempre: Aux armes citoyens!